Mais do que em todas as outras áreas, na ciência é necessário criar instrumentos que regulem os seus limites, uma espécie de mecanismo de auto-censura refreie eventuais atropelos à condição do ser humano. A ciência não pode ser constituída à margem da ética, não pode ser regida pela hipocrisia de cientistas que dizem nada haver de eticamente reprovável na sua actividade, não pode sucumbir a este tipo de animalidade perfeitamente descabida. Devemos também ter em conta que a situação oposta (demasiado determinismo ou controlo ético-moral) é igualmente reprovável.
Assim, indubitavelmente, a bioética constitui um instrumento cada vez mais válido na delimitação das fronteiras do saber, fronteiras essas que caberá ao Homem o bom senso de não ultrapassar.
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